O dom que estava guardado
O ofício aprende-se
com as mãos
Autodidata, Christian reconhecer aquilo que sempre esteve dentro dele: o dom de transformar barro em arte. O resto aprendeu-se com as mãos. Comprou um forno e, dentro de casa, deu forma à sua primeira coleção.
As primeiras peças chegaram às mesas de restaurantes da região; as primeiras vendas aconteceram numa feira do Porto, onde percebeu que aquilo que criava tocava as pessoas. Modesto, nunca deixou de aprender — cada peça ensinava-lhe algo novo sobre o barro, o esmalte e o fogo. E cada uma carregava, com orgulho, a marca de quem a fez: a beleza da imperfeição, aquilo que nenhuma máquina consegue repetir.
«No barro, o tempo abranda, as mãos ganham vida e cada peça conta uma história.»
Ensinar é partilhar o dom
Partilhar o
que aprendeu
Depois de tanto aprender, Christian quis partilhar. Assim nasceram as aulas: um espaço para quem procura aprender algo novo e, ao mesmo tempo, abrandar.
Ao sábado ou em aulas privadas durante a semana — sem experiência e sem pressa — cada pessoa mete as mãos no barro e leva para casa uma peça e, quase sempre, um sossego que não esperava encontrar. O Porto é a cidade perfeita para isto, e a paixão de Christian por aquilo que faz sente-se em cada gesto, em cada peça e em cada pessoa que sai do atelier a sorrir.